Sua atitude determina sua altitude

28 dezembro 2009 Um Comentário

Muitas vezes, o SER é o caminho mais curto e seguro para se TER o que deseja e isto vale para a vida profissional também.

Os sonhos determinam o que você quer. A ação determina o que você conquista.

Você costuma pensar nas coisas que você tem feito na vida e pela vida? Costuma parar para saber se o caminho que você está trilhando é o que gostaria de seguir? Costuma se perguntar se a sua atitude de hoje está te levando para mais próximo do ponto de chegada? Percebo, ao longo de minha vida, o quanto é surpreendente e fácil ser pego pela ilusão das nossas atividades, da nossa pressa, da correria do cotidiano, das tarefas inadiáveis, intolerância, arrogância, prepotência, exigência, impaciência, trabalho árduo de cada dia para subir a escada do TER mais sucesso, dinheiro, patrimônio, riqueza, e por aí vai.

O que existe atrás de nós e o que existe à nossa frente são problemas menores, se comparado com o que existe dentro de nós.

Oliver W. Holmes

Não vejo nada de errado nisso desde que, é claro, que você aja com consciência, competência, benevolência, sabedoria, etc. O que assusta é a gente descobrir que passamos boa parte de nossas vidas se preocupando com o TER, sem dar a devida importância ao SER. Recentemente, ao terminar um seminário, fui procurado por um jovem de uns trinta anos. Em poucos minutos ele me contou sobre a sua trajetória profissional. Ele disse-me que antes dos vinte anos de idade abriu uma empresa e que de lá para cá ela não parou de crescer.

O jovem me relatou que quando tiver concluído a obra de uma filial as coisas ficarão melhores ainda. Disse-me também que se tivesse um sócio ou executivo bem preparado para ajudá-lo estaria lucrando mais. E, finalmente, ressaltou que se tivesse mais dinheiro o seu negócio certamente seria mais próspero. Fiquei pensando nas várias investidas que aquele rapaz empreendedor me contou. Pude perceber que quase tudo que ele me disse referia-se a TER e muito pouco a SER. A partir daí, comecei a ficar mais atento com as pessoas que conversam comigo sobre vida, negócios, família, lazer etc.

Uma pessoa no velório do amigo muito rico pergunta ao colega ao seu lado: “quanto ele deixou?” Ao que o outro respondeu: “ele deixou tudo”.

A conclusão que chego é que as pessoas passam boa parte da vida em busca do TER, algo do tipo:

  • “Se eu tivesse mais tempo.”
  • “Se eu tivesse mais dinheiro.”
  • “Se eu tivesse um carro.”
  • “Se eu tivesse uma casa nova.”
  • “Se eu tivesse um verdadeiro amigo.”
  • “Se eu tivesse uma formação melhor.”
  • “Se eu tivesse um chefe mais companheiro.”
  • “Se eu tivesse uma nova oportunidade.”
  • “Se eu tivesse como tirar férias.”

O que se leva desta vida é a vida que se leva.

É impressionante como esquecemos da importância do SER para TER o que queremos. Imagine se ao invés de ficar lamentando a falta do TER a pessoa adotasse uma postura proativa em prol do SER. Daí, tomando por base os exemplos acima evidenciados, ela poderia mudar a estrutura de seu pensamento, passando a refletir de acordo com as novas formulações a seguir:

  • “Se eu for mais organizado com relação ao tempo que disponho.”
  • “Se eu for mais estudioso poderei no futuro conseguir uma colocação melhor.”
  • “Se eu for morar mais próximo do meu trabalho talvez não precise de carro.”
  • “Se eu for mais cuidadoso com meus gastos pessoais talvez consiga trocar a minha casa atual por uma nova.”
  • “Se eu for mais atencioso com as minhas amizades.”
  • “Se eu for mais dedicado e disciplinado nos estudos.”
  • “Se eu for mais compreensivo, tolerante e proativo talvez possa melhorar o relacionamento com o meu chefe.”
  • “Se eu for mais persistente, atencioso e participativo talvez surja uma nova oportunidade.”
  • “Se eu for menos centralizador e confiar mais nas pessoas talvez seja possível tirar uns dias de férias com a família.”

Faça como o carpinteiro: meça duas vezes e corte uma.

Tenho testemunhado muitos exemplos de pessoas que passaram boa parte da vida buscando o TER sem se darem conta de que, muitas vezes, o SER é o caminho mais curto e seguro para se TER o que deseja. Sair por ai como um trator de esteira abrindo caminho na marra, sem planejamento, cuidados adequados, respeito ao próximo causando mágoas e ressentimentos pode ser igual ao carpinteiro que sobrecarregado com seus apetrechos de trabalho sua a camisa para alcançar o último degrau de uma enorme escada só para constatar que a apoiou na parede errada.

Será que não seríamos pessoas melhores e mais felizes se nos preocupássemos mais com o SER do que com o TER?

*Evaldo Costa é Escritor, Professor, Consultor e Conferencista.

[via: Dicas Profissionais]

Quem escreve?

Rafael Gustavo Gali
Analista e programador de sistemas, técnico em automação eletrônica e físico frustrado (Licenciatura em Física não concluída). Trabalha com programação desde 1992, atualmente desenvolve projetos para a plataforma Windows (c#, vb.net) e também para o iOS (iPhone, iPod Touch e iPad). Apaixonado por tecnologia, ciência, filmes, jogos e também por sua namorada (não é louco de deixar ela de fora). Acredita em um futuro feliz em que não se tenha que optar por uma tecnologia e odiar outra, sabendo tirar proveito do que cada uma tem de melhor.

Um Comentário »

  • Rafael L. disse:

    Mas veja bem, o TER já estimula o SER, por exemplo: “Para ter mais dinheiro, preciso ter um bom trabalho, então para ter um bom trabalho preciso SER mais estudioso.”
    Ou seja, discutir um assunto como esse é a mesma coisa que dizer “corra atrás dos seus sonhos”, a pessoa que deseja TER só conseguirá se adotar uma forma de SER.
    Claro que existe o outro lado (que é muito mais importante), é SER feliz independente de TER ou não…
    Abraços….

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