Estaria a Canonical trabalhando em um conceito semelhante ao iTunes para vendas de música no Ubuntu?

18 novembro 2009 Nenhum Comentário

Muita gente que tenta mudar para o Linux esbarra na dependência de programas como o iTunes. Goste ou não, o aplicativo da Apple ganhou reputação como loja de conteúdo musical ou vídeos. Sim, no Linux temos programas como o Banshe, Rhythmbox, Amarok, mas quem quer comprar o conteúdo faz oque?

ub-one-music-sadf_wm

Essa lacuna parece que esta para ser preenchida pela Canonical, que ao que parece pode lançar a solução já em abril próximo, na data prevista para a próxima distribuição do Ubuntu, o Lucid Lynx (10.04).

Ontem foi descoberta uma página na sessão de diagramas do site Launchpad.net que deixa claro o interesse da empresa. O site é usado como plataforma de discussão e rastreamento de bugs, dentre outras coisas, mantida por desenvolvedores e pela própria Canonical.

Na página, há um link para uma entrada na wiki do Ubuntu que data como criada dia 16 e especifica detalhes da chamada Ubuntu One Music Store. Segundo o ‘conceito’ disponível na página wiki, a idéia principal seria integrar um navegador em um programa de gerenciamento de músicas para Linux que já exista, como o Rhythmbox ou Banshee.

musicshop_wm

A especulação é de que a loja seria integrada à Amazon MP3 Store, já que no dia do lançamento da versão atual do Ubuntu, Karmic Koala, o CEO da Canonical, Mark Shuttleworth, mencionou o nome da Amazon algumas vezes durante uma conferência com a imprensa. A loja serviria para preencher um vazio criado pela ausência de versões para Linux da iTunes Store, da Apple, que nunca se preocupou muito com usuários do sistema. Já a Amazon, disponibiliza versões para Linux do gerenciador de downloads da sua loja online de músicas.

Fonte1, Fonte2

Nota do autor: Se isso realmente se confirmar, aplaudirei em pé a decisão da Canonical. Acho muito interessante esse tipo de decisão para trazer mais usuários ao Linux. Não concordo quando falam que no Linux só deveria existir coisas “grátis ou free”. O  “open” do conceito “open-source” nada tem à ver com grátis. temos que pensar no Linux como um sistema robusto e confiável, então não acho nada errado aparecerem programas pagos e idéias excepcionais como essa.

Agora, interessante, é que se tudo isso for lançado sob a GPL (com certeza será, pois estamos falando da Canonical), essa brecha abrirá para todas as distribuições. Podemos estar vendo o nascimento de um novo conceito de como ganhar dinheiro com o “software livre” (que fique entendido que é livre e não grátis).


Quem escreve?

Alexandre Gnutzmann
Professor universitário de redes, analista de infraestrutura e redes, trabalhando com firewall corporativo, redes (routers e switches), virtualização e servidores (Windows e Linux) em um grande grupo empresarial, além da consultoria em TI. Superior de Tecnologia em Redes de Computadores. Amante de ficção científica, tecnologia, jogos, livros, música e tudo que é voltado à informática. Sonhos? Canadá, aqui vou eu!!!

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